Economia do Futuro
Para evitar um desastre climático, precisamos mudar a forma como produzimos e consumimos quase tudo. Mas a boa notícia é que uma nova economia já começou a ser criada. Esse podcast é para quem quer conhecer as tecnologias, as empresas, as políticas públicas e as pessoas envolvidas na construção da economia do futuro. Aqui você aprende sobre mercados de carbono, energias renováveis e o papel do Brasil nesse novo mundo - sem catastrofismo e sem greenwashing. Conduzido de forma crítica - mas otimista - pela jornalista Melina Costa, baseada em Berlim.
Economia do Futuro
Adaptação climática como motor do desenvolvimento
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**Este episódio tem o apoio e a colaboração do Instituto Clima e Sociedade**
Reduzir emissões de gases de efeito estufa é um imperativo. Mas outro desafio, igualmente urgente, é adaptar o país aos impactos das mudanças climáticas que já estão ocorrendo — e que devem se intensificar nos próximos anos.
E, embora todos sejam afetados pelas mudanças climáticas, esse impacto não é igual para todo mundo. Primeiro, porque há regiões naturalmente mais expostas a fenômenos como enchentes, secas e calor extremo. E, depois, porque as condições de vida das populações também são determinantes. Quanto pior a infraestrutura e mais frágeis os serviços públicos e as redes de apoio, maior a vulnerabilidade.
A adaptação climática é, sem dúvida, uma tarefa para o Brasil inteiro. Mas, neste episódio, nós focamos no Norte e no Nordeste. Essas duas regiões devem ter um papel central na ação climática do país — seja por meio da preservação e restauração de florestas, seja com a geração de energia renovável ou com a exploração de minerais críticos. Ao mesmo tempo, são também as regiões com menor renda média e alguns dos piores indicadores de infraestrutura do Brasil.
O entrevistado é Diosmar Filho, geógrafo e coordenador do Laboratório de Estudos Territoriais, Desigualdades e Mudanças Climáticas da Associação de Pesquisa Iyaleta. Nesta conversa, ele apresenta dois argumentos principais. O primeiro é que não há como aumentar a resiliência climática sem enfrentar a pobreza. O segundo é que adaptação não é assistencialismo, mas como uma oportunidade real de desenvolvimento.
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